Ontem eu recebi um e-mail que teve o poder de me deixar de queixo caído. Muita gente vai pensar: "e daí?! é só um e-mail! eu recebo vários ao dia!".
Pois bem eu também recebo milhões de e-mails por dia, como todo mundo recebe também. Todo dia eu recebo pelo menos um e-mail me avisando de um vírus de computador maligno como nunca se viu antes, sempre tem alguém que me manda uma boa piada, mais meia dúzia de piadas idiotas e uma série sem fim de correntes (das quais eu não participo é claro, aliás quem me conhece e sabe o meu e-mail e por acaso tem me lido, não percam tempo me mandando e-mail de correntes), sempre se recebe ao menos um pedido de ajuda desesperado de uma criança à beira da morte por uma doença incurável e que precisa de doação e por fim uma série infinita de propagandas. Mas volta e meia se recebe um e-mail, como aquele de ontem, que vale a pena, que nos emociona por uma série de motivos, muitas vezes até implícitos (como era o caso).
O de ontem era da minha tia, não continha mais que 300 caracteres mas tinha toda uma essência e um contexto. Ela estava escrevendo de Paris, contando uma série de coisas que havia feito naquele dia e estava principalmente abismada de ter conseguido andar de metrô na França e não se perder (ela não fala mais que 10 palavras em francês).
Aquele e-mail valeu a pena e muito, ali estava a minha Dinda amada fazendo uma série de coisas que nem ela imaginava ser capaz de realizar. Não se perder andando de metrô na França, enviando mensagem de texto pela Internet, caminhando por horas a fio e vendo paisagens lindas.
Fiquei feliz por ter recebido aquele e-mail pelo significado que ele continha. Lá estava a minha tia realizando uma série de coisas que ela normalmente não realiza no dia-a-dia, uma série de coisas que mesmo em viagem ela não faz e me pede que faça, uma série de coisas que ela nem pensaria em fazer se estivesse aqui!
Foi exatamente isso que me deixou de queixo caido e é claro que um e-mail assim merece uma resposta. Resposta essa que eu envie tão logo terminei de ler, nela eu ressaltava tantas outras vitórias que ela nem tinha percebido, ainda abismada pelo fato de não ter se perdido no metrô de Paris!
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