quinta-feira, 5 de maio de 2011

Reflexões no meio da madrugada

Caros Leitores! 

Sei que vocês existem e pelas estatísticas de blog sei que vocês tem lido com certa freqüência os meus escritos, o que me deixa de queixo caído, feliz e animada!

Antes que alguns de vocês comecem a comentar a minha gramática, saibam todos que eu como uma boa balzaquiana fui alfabetizada e aprendi a gramática portuguesa antes da revisão ortográfica. Também como boa balzaquiana minha memória já não é a mesma! E por isso esse zilhão de regras ortográficas novas me confundem e eu na maioria não as sigo!

Fora isso volto então para as minhas reflexões já que esse é o tema do meu post de hoje!

Estou acordada nessa hora da madrugada pois estava trabalhando, estava eu aqui brincando de advogada! É isso mesmo! As vezes eu exerço a minha vocação/profissão!

Bom estou aqui lendo mais um dos e-mails da minha amada tia/dinda/viajante e me dei da rapidez com que as coisas mudam e acontecem no mundo.

Ela estava me escrevendo de Viena, contando como ela tem passado e fazendo um pedido de última hora para volta! Como eu previ, ela vem chegando louca de vontade de comer uma boa comida caseira bem brasileira (feijoada e arroz)!

Eis que eu parei para pensar e acabei me pegando em reflexões profundas! Há 15 anos atrás quando eu viajei para os Estados Unidos não existia SMS e as poucas linhas de celular disponíveis em Pelotas eram um luxo e um privilégio quase exclusivo da classe médica.

Naquela época eu só conhecia uns poucos desses felizardos e como escrevi antes eram todos colegas de profissão da minha amada viajante e da minha amada mãezinha. Nem preciso dizer que MSN, Twitter, Orkut, Facebook e assemelhados não eram mais que sonhos e que e-mail gratuito não era nem projeto.

E cá estou eu, lendo os e-mails dela, lendo o blog de uma amigona que o usa como diário da viagem de intercâmbio para Irlanda, não faz muito acompanhei pelo Orkut um amigo/irmão no seu um ano na Austrália e ainda agora há pouco enviei mais uma SMS para a Dindinha!

Que coisa bem genial é a evolução dos meios de comunicação! A popularização dos meios de informação torna tudo tão fácil, o mundo inteiro passou a estar a um clique de distância!

Ninguém mais fica incomunicável e todos estamos conectados por uma amigo ou seguidor em comum!

Essa proximidade virtual nos permitiu que uma semana atrás o mundo parasse para ver o Casamento Real, todos acompanhamos o espetáculo todos, pudemos ver o vestido (e tenho certeza que muitas noivas vão copiá-lo), pudemos ver o primeiro beijo do casal real e vimos os jovens duques quebrando o protocolo ao sair em um carro conversível deslumbrante.

E assim é que eu fiquei a refletir nessa proximidade, sei que falei apenas do lado bom da coisa toda! Mas também tem o lado ruim de tudo isso que eu reconheço e passo a expor!

Não se tem paz nunca, todo mundo te acha até na China (literalmente, como a minha vizinha faz com o irmão dela todos os dias) e ai de ti se não atende o celular na hora, minuto e segundo exatos alguém te liga! Todos te recriminam por isso.

Se tu levas dois ou mais segundos para responder um SMS, pobre de ti, sempre tem alguém que se ofende mortalmente com o fato.

Tua vida inteira passa a ser monitorada e sempre tu és invadido, na privacidade do teu MSN, e-mail, Orkut ou Twitter com um inoportuno que quer te vender um estilo de vida, um produto ou uma idéia!

Teus pensamentos passam a ser públicos e muitas vezes o cúmulo do grotesto é exposto na tela do teu computador por um clique inadivertido.

Muitas pessoas, no meu humilde ponto de vista, confundem informação com exposição desnecessária de suas pessoas e figuras.

Nessa modernidade coisas antes inimagináveis passaram a ser fatos da vida real: uma campanha presidencial americana foi ganha com ajuda das mídias sociais, uma revolução em um país árabe foi orquestrada pela Internet e ganhou o mundo! E por mais incrível ainda que pareça foi vitoriosa e se espalhou como uma rastilho de pólvora pelo resto do mundo árabe por essas mesmas redes e mídias sociais.

E é com essa reflexão que eu deixo vocês: qual o real valor da internet? Estou certa em minhas reflexões? O que nos conecta nesse momento?

Boa noite aos que ficam e bons sonhos aos que me acompanham na ida para o berço!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Reflexões e filosofias das obras literárias

Sempre que eu leio um livro imagino a personagem, fico pensando que ator ou atriz poderia lhe interpretar no cinema e fico imaginando com seria esse filme.


Alguns dos livros que eu já li realmente se transformaram em filmes e muito embora alguns sejam realmente bons, outros eu odiei e uns poucos me deixaram realmente frustrada.


Hoje eu li Danielle Steel, o livro em questão foi Ecos. É um bom romance, bonito, bem escrito e bem traduzido; é um típico romance de Danielle Steel, uma boa história com um pano de fundo bem interessante mas mesmo assim me faltou algo no romance.


Senti mais empatia por vários personagens perdidos no meio da trama que pela mocinha. Era uma mocinha muito boa, tão boa que chegou a parecer irreal demais (mesmo para uma personagem), era linda, talentosa e virtuosa, se manteve fiel a sua essência mesmo nos momentos mais complicados, não mudou sua visão do mundo mesmo diante dos piores horrores e no fim superou uma situação insuperável na vida real.


Sei que o primordial em uma obra de ficção é não ser realista, mas Danielle Steel sempre foi realista, sempre manteve o tom real em seus personagens fazendo com que suas personagens sempre evoluíssem ao longo da trama e isso que mais me deixou decepcionada, a personagem se manteve sempre extraordinária.


Alguns escritores nunca nos decepcionam, tem sempre seu estilo próprio e o seguem a risca, sabemos de antemão o que esperar. Nicholas Sparks sempre tem um bom drama realista ao extremo, Danielle Steel tem um romance impossível e emocionante que sempre rende boas horas de entretenimento e Lee Child sempre tem um anti-herói perfeito e impossível de ser odiado.


Quando eu procuro um livro desses autores é sempre baseado no meu momento de vida. Amo as mocinhas da Danielle, tenho verdadeira reverencia por Jack Reacher (o anti-herói famoso das histórias do Lee) e sempre me comovo até as lágrimas com os dramas humanos das personagens do Nicholas (todas tem algo que lembram o vizinho ou nossos amados parentes e amantes).


Mas hoje me decepcionei com a Danielle, minha primeira grande paixão literária ficou abalada, esperava uma personagem magnânima como a Zoya do romance homônimo, afinal ambas são refugiadas de guerra e ambas viram o melhor e o pior do ser humano.


Em contra partida lá estava aquela mocinha que só aparece do meio pro fim do livro e que é sempre a mesma, passa por todas peripécias, que só mesmo a imaginação e a maestria da Danielle podem criar, mas mesmo assim ela nunca evolui se mantém sempre a mesma com os mesmos ideais e sonhos ainda que eles apenas se ajustem aos tempos.


Ela simplesmente continua sempre a mesma: linda, loira, alta, magra, impressionante, bondosa e imensamente talentosa. Ela nasce quando a trama está no meio da primeira parte e desde o momento que nasce ela é voluntariosa e extraordinária, sendo assim até o fim quando se recupera de uma moléstia irrecuperável, ainda que as personagens sejam ficção, nas tramas da Danielle elas sempre evoluem, tornando quase humanas a medida que o livro avança e no fim se percebe o crescimento "pessoal e emocional" da personagem ao longo da trama.


Enfim, me decepcionei!