Sempre que eu leio um livro imagino a personagem, fico pensando que ator ou atriz poderia lhe interpretar no cinema e fico imaginando com seria esse filme.
Alguns dos livros que eu já li realmente se transformaram em filmes e muito embora alguns sejam realmente bons, outros eu odiei e uns poucos me deixaram realmente frustrada.
Hoje eu li Danielle Steel, o livro em questão foi Ecos. É um bom romance, bonito, bem escrito e bem traduzido; é um típico romance de Danielle Steel, uma boa história com um pano de fundo bem interessante mas mesmo assim me faltou algo no romance.
Senti mais empatia por vários personagens perdidos no meio da trama que pela mocinha. Era uma mocinha muito boa, tão boa que chegou a parecer irreal demais (mesmo para uma personagem), era linda, talentosa e virtuosa, se manteve fiel a sua essência mesmo nos momentos mais complicados, não mudou sua visão do mundo mesmo diante dos piores horrores e no fim superou uma situação insuperável na vida real.
Sei que o primordial em uma obra de ficção é não ser realista, mas Danielle Steel sempre foi realista, sempre manteve o tom real em seus personagens fazendo com que suas personagens sempre evoluíssem ao longo da trama e isso que mais me deixou decepcionada, a personagem se manteve sempre extraordinária.
Alguns escritores nunca nos decepcionam, tem sempre seu estilo próprio e o seguem a risca, sabemos de antemão o que esperar. Nicholas Sparks sempre tem um bom drama realista ao extremo, Danielle Steel tem um romance impossível e emocionante que sempre rende boas horas de entretenimento e Lee Child sempre tem um anti-herói perfeito e impossível de ser odiado.
Quando eu procuro um livro desses autores é sempre baseado no meu momento de vida. Amo as mocinhas da Danielle, tenho verdadeira reverencia por Jack Reacher (o anti-herói famoso das histórias do Lee) e sempre me comovo até as lágrimas com os dramas humanos das personagens do Nicholas (todas tem algo que lembram o vizinho ou nossos amados parentes e amantes).
Mas hoje me decepcionei com a Danielle, minha primeira grande paixão literária ficou abalada, esperava uma personagem magnânima como a Zoya do romance homônimo, afinal ambas são refugiadas de guerra e ambas viram o melhor e o pior do ser humano.
Em contra partida lá estava aquela mocinha que só aparece do meio pro fim do livro e que é sempre a mesma, passa por todas peripécias, que só mesmo a imaginação e a maestria da Danielle podem criar, mas mesmo assim ela nunca evolui se mantém sempre a mesma com os mesmos ideais e sonhos ainda que eles apenas se ajustem aos tempos.
Ela simplesmente continua sempre a mesma: linda, loira, alta, magra, impressionante, bondosa e imensamente talentosa. Ela nasce quando a trama está no meio da primeira parte e desde o momento que nasce ela é voluntariosa e extraordinária, sendo assim até o fim quando se recupera de uma moléstia irrecuperável, ainda que as personagens sejam ficção, nas tramas da Danielle elas sempre evoluem, tornando quase humanas a medida que o livro avança e no fim se percebe o crescimento "pessoal e emocional" da personagem ao longo da trama.
Enfim, me decepcionei!
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