sábado, 21 de maio de 2011

Minha vida, meus pensamentos!

Sei que eu deveria pedir desculpas depois de uns dias ausente ... mas não estou com saco e, como o blog é meu mesmo, não vou pedir!

Passei uns dias sem idéias e sem vontade, com uma tremenda falta de paciência e sabe com uma TPM de matar e morrer.

Claro que esses dias me proporcionaram muitos pensamentos! Alguns deles eu não levei muito longe, outros no entanto merecem nota.

Nesses dias eu desenvolvi melhor algumas teses e uma delas é a que eu agora participo!

Tenha sempre uma câmera na bolsa! Compartilhei aqui que minha tia estava viajando nesses dias e dei para o melhor conselho que eu pude pensar: leva a câmera mesmo que tu não uses!

Ter uma câmera facilita as coisas, na terça-feira tinha um toco no meio da estrada de Jaguarão, causou um belo estrago no carro da minha mãe e se eu tivesse uma câmera comigo teria sido bem mais fácil tirar as fotos, teria tido bem menos problema em registrar as fotos do incidente.

Se tivesse uma câmera eu poderia ainda filmar o funcionário do guincho da ECOSUL cobrando o pagamento do pedágio com o carro sobre o guincho.

Poderia ter tirado fotos melhores da pista com óleo mais de 10 horas depois de todo o óleo da caixa ter vazado devido ao estrago do toco.

E por fim poderia ter documentado um ótimo trabalho da Polícia Rodoviária Federal (que esses dias foi exposta de maneira negativa em uma reportagem).

Essas situações todas não teriam passado despercebidas e eu teria melhores registros.

Mas não são só as piores situações da vida que podem ser registradas em um toque! Podemos também registrar as melhores: um beijo insuperável, um toque carinhoso, um belo rosto, uma linda paisagem e um momento engraçado.

Podemos também registrar despedidas e as chegadas (aquelas das quais falei dia desses) e podemos também ter uma gama enorme de outras emoções registradas em foto ou vídeo!

E é com essa teoria que eu vos deixo, pensem em tantas coisas maravilhosas que podemos guardar para sempre com uma simples imagem!

Bons ventos a todos!


terça-feira, 10 de maio de 2011

"Partidas e chegadas'

Ontem viajei! Literalmente (pequeno aviso aos mais engraçadinhos e que me conhecem). Fui até o Aeroporto Salgado Filho e voltei!

Claro que isso tinha uma finalidade menos maluca que qualquer um dos meus caprichos insanos (aos quais muitas vezes me rendi ao longo dos anos), fui com meu "parceiro de crimes nº1" meu irmão (ele sempre me acompanha nos caprichos insanos aos quais me entreguei) e o objetivo (alcançado, diga-se de passagem) foi trazer a PelCity minha amada viajante! Minha tia-dinda-mãe-amiga-confidente-cúmplice, que estava voltando de Paris nem sonhava que teria comitiva, sendo que confessou mais tarde, um desejo secreto de que tivessemos feito a surpresa de buscá-la.

Realmente era uma surpresa, orquestrada aos 48 minutos do segundo tempo! Saimos de madrugada e voltamos tão logo pegamos nossa encomenda!

Mas mesmo assim algo muito interessante ocorria ali na minha frente! Lá estava eu esperando pelo minha preciosa bem amada tia e vi uma série de pessoas que estavam ali como eu esperando e outras tantas que se despediam!

Era um sem fim de chegar e partir! E ali naquele lugar entendi uma coisa: um sentimento unia todas pessoas ali naquele momento, todos estavam ali por amarem alguém!

É o amor que fazia todos se emocionarem com os amigos e entes queridos, tanto se despedindo deles ou dando as boas vindas aos que chegavam!

E lá era eu mais uma parte desse todo!

E foi isso que eu vi, uma série de chegadas e partidas regadas pelo amor!


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Reflexões no meio da madrugada

Caros Leitores! 

Sei que vocês existem e pelas estatísticas de blog sei que vocês tem lido com certa freqüência os meus escritos, o que me deixa de queixo caído, feliz e animada!

Antes que alguns de vocês comecem a comentar a minha gramática, saibam todos que eu como uma boa balzaquiana fui alfabetizada e aprendi a gramática portuguesa antes da revisão ortográfica. Também como boa balzaquiana minha memória já não é a mesma! E por isso esse zilhão de regras ortográficas novas me confundem e eu na maioria não as sigo!

Fora isso volto então para as minhas reflexões já que esse é o tema do meu post de hoje!

Estou acordada nessa hora da madrugada pois estava trabalhando, estava eu aqui brincando de advogada! É isso mesmo! As vezes eu exerço a minha vocação/profissão!

Bom estou aqui lendo mais um dos e-mails da minha amada tia/dinda/viajante e me dei da rapidez com que as coisas mudam e acontecem no mundo.

Ela estava me escrevendo de Viena, contando como ela tem passado e fazendo um pedido de última hora para volta! Como eu previ, ela vem chegando louca de vontade de comer uma boa comida caseira bem brasileira (feijoada e arroz)!

Eis que eu parei para pensar e acabei me pegando em reflexões profundas! Há 15 anos atrás quando eu viajei para os Estados Unidos não existia SMS e as poucas linhas de celular disponíveis em Pelotas eram um luxo e um privilégio quase exclusivo da classe médica.

Naquela época eu só conhecia uns poucos desses felizardos e como escrevi antes eram todos colegas de profissão da minha amada viajante e da minha amada mãezinha. Nem preciso dizer que MSN, Twitter, Orkut, Facebook e assemelhados não eram mais que sonhos e que e-mail gratuito não era nem projeto.

E cá estou eu, lendo os e-mails dela, lendo o blog de uma amigona que o usa como diário da viagem de intercâmbio para Irlanda, não faz muito acompanhei pelo Orkut um amigo/irmão no seu um ano na Austrália e ainda agora há pouco enviei mais uma SMS para a Dindinha!

Que coisa bem genial é a evolução dos meios de comunicação! A popularização dos meios de informação torna tudo tão fácil, o mundo inteiro passou a estar a um clique de distância!

Ninguém mais fica incomunicável e todos estamos conectados por uma amigo ou seguidor em comum!

Essa proximidade virtual nos permitiu que uma semana atrás o mundo parasse para ver o Casamento Real, todos acompanhamos o espetáculo todos, pudemos ver o vestido (e tenho certeza que muitas noivas vão copiá-lo), pudemos ver o primeiro beijo do casal real e vimos os jovens duques quebrando o protocolo ao sair em um carro conversível deslumbrante.

E assim é que eu fiquei a refletir nessa proximidade, sei que falei apenas do lado bom da coisa toda! Mas também tem o lado ruim de tudo isso que eu reconheço e passo a expor!

Não se tem paz nunca, todo mundo te acha até na China (literalmente, como a minha vizinha faz com o irmão dela todos os dias) e ai de ti se não atende o celular na hora, minuto e segundo exatos alguém te liga! Todos te recriminam por isso.

Se tu levas dois ou mais segundos para responder um SMS, pobre de ti, sempre tem alguém que se ofende mortalmente com o fato.

Tua vida inteira passa a ser monitorada e sempre tu és invadido, na privacidade do teu MSN, e-mail, Orkut ou Twitter com um inoportuno que quer te vender um estilo de vida, um produto ou uma idéia!

Teus pensamentos passam a ser públicos e muitas vezes o cúmulo do grotesto é exposto na tela do teu computador por um clique inadivertido.

Muitas pessoas, no meu humilde ponto de vista, confundem informação com exposição desnecessária de suas pessoas e figuras.

Nessa modernidade coisas antes inimagináveis passaram a ser fatos da vida real: uma campanha presidencial americana foi ganha com ajuda das mídias sociais, uma revolução em um país árabe foi orquestrada pela Internet e ganhou o mundo! E por mais incrível ainda que pareça foi vitoriosa e se espalhou como uma rastilho de pólvora pelo resto do mundo árabe por essas mesmas redes e mídias sociais.

E é com essa reflexão que eu deixo vocês: qual o real valor da internet? Estou certa em minhas reflexões? O que nos conecta nesse momento?

Boa noite aos que ficam e bons sonhos aos que me acompanham na ida para o berço!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Reflexões e filosofias das obras literárias

Sempre que eu leio um livro imagino a personagem, fico pensando que ator ou atriz poderia lhe interpretar no cinema e fico imaginando com seria esse filme.


Alguns dos livros que eu já li realmente se transformaram em filmes e muito embora alguns sejam realmente bons, outros eu odiei e uns poucos me deixaram realmente frustrada.


Hoje eu li Danielle Steel, o livro em questão foi Ecos. É um bom romance, bonito, bem escrito e bem traduzido; é um típico romance de Danielle Steel, uma boa história com um pano de fundo bem interessante mas mesmo assim me faltou algo no romance.


Senti mais empatia por vários personagens perdidos no meio da trama que pela mocinha. Era uma mocinha muito boa, tão boa que chegou a parecer irreal demais (mesmo para uma personagem), era linda, talentosa e virtuosa, se manteve fiel a sua essência mesmo nos momentos mais complicados, não mudou sua visão do mundo mesmo diante dos piores horrores e no fim superou uma situação insuperável na vida real.


Sei que o primordial em uma obra de ficção é não ser realista, mas Danielle Steel sempre foi realista, sempre manteve o tom real em seus personagens fazendo com que suas personagens sempre evoluíssem ao longo da trama e isso que mais me deixou decepcionada, a personagem se manteve sempre extraordinária.


Alguns escritores nunca nos decepcionam, tem sempre seu estilo próprio e o seguem a risca, sabemos de antemão o que esperar. Nicholas Sparks sempre tem um bom drama realista ao extremo, Danielle Steel tem um romance impossível e emocionante que sempre rende boas horas de entretenimento e Lee Child sempre tem um anti-herói perfeito e impossível de ser odiado.


Quando eu procuro um livro desses autores é sempre baseado no meu momento de vida. Amo as mocinhas da Danielle, tenho verdadeira reverencia por Jack Reacher (o anti-herói famoso das histórias do Lee) e sempre me comovo até as lágrimas com os dramas humanos das personagens do Nicholas (todas tem algo que lembram o vizinho ou nossos amados parentes e amantes).


Mas hoje me decepcionei com a Danielle, minha primeira grande paixão literária ficou abalada, esperava uma personagem magnânima como a Zoya do romance homônimo, afinal ambas são refugiadas de guerra e ambas viram o melhor e o pior do ser humano.


Em contra partida lá estava aquela mocinha que só aparece do meio pro fim do livro e que é sempre a mesma, passa por todas peripécias, que só mesmo a imaginação e a maestria da Danielle podem criar, mas mesmo assim ela nunca evolui se mantém sempre a mesma com os mesmos ideais e sonhos ainda que eles apenas se ajustem aos tempos.


Ela simplesmente continua sempre a mesma: linda, loira, alta, magra, impressionante, bondosa e imensamente talentosa. Ela nasce quando a trama está no meio da primeira parte e desde o momento que nasce ela é voluntariosa e extraordinária, sendo assim até o fim quando se recupera de uma moléstia irrecuperável, ainda que as personagens sejam ficção, nas tramas da Danielle elas sempre evoluem, tornando quase humanas a medida que o livro avança e no fim se percebe o crescimento "pessoal e emocional" da personagem ao longo da trama.


Enfim, me decepcionei!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Na casa dos meus avós!

Hoje eu vim na casa dos meus avós e fiquei aqui apenas vendo e ouvindo. Nesse exercício de ver e ouvir eu ainda tive de pensar e "filosofar".

Minha conclusão: é muito estranho quando esses seres humanos quase irreais e míticos (que é como eu sempre vi os meus avós) passam a depender das nossas habilidades para ver o mundo!

Não sei vocês, mas os meus avós sempre foram os meus modelos, me ensinaram uma porção de coisas, me mostraram inúmeras facetas do mundo e ainda por cima me presentearam com pequenos pedaços disso tudo.

Hoje estava eu aqui presenteando eles com o mundo, não o real é claro, mas com o mundo virtual!

Mostrei ao meu avô como não ser roubado pelo mecânico, bastando para isso pesquisar os preços on-line.

Esninei a minha vó a ler notícias nas páginas de grandes jornais internacionais e ainda por cima mostrei a ela como se comunicar com a minha tia que está na Europa.

Mas confesso foi estranho! Achei muito estranho!

terça-feira, 26 de abril de 2011

O panorama geral de um simples fato real!

Ontem eu recebi um e-mail que teve o poder de me deixar de queixo caído. Muita gente vai pensar: "e daí?! é só um e-mail! eu recebo vários ao dia!".

Pois bem eu também recebo milhões de e-mails por dia, como todo mundo recebe também. Todo dia eu recebo pelo menos um e-mail me avisando de um vírus de computador maligno como nunca se viu antes, sempre tem alguém que me manda uma boa piada, mais meia dúzia de piadas idiotas e uma série sem fim de correntes (das quais eu não participo é claro, aliás quem me conhece e sabe o meu e-mail e por acaso tem me lido, não percam tempo me mandando e-mail de correntes), sempre se recebe ao menos um pedido de ajuda desesperado de uma criança à beira da morte por uma doença incurável e que precisa de doação e por fim uma série infinita de propagandas. Mas volta e meia se recebe um e-mail, como aquele de ontem, que vale a pena, que nos emociona por uma série de motivos, muitas vezes até implícitos (como era o caso).

O de ontem era da minha tia, não continha mais que 300 caracteres mas tinha toda uma essência e um contexto. Ela estava escrevendo de Paris, contando uma série de coisas que havia feito naquele dia e estava principalmente abismada de ter conseguido andar de metrô na França e não se perder (ela não fala mais que 10 palavras em francês).

Aquele e-mail valeu a pena e muito, ali estava a minha Dinda amada fazendo uma série de coisas que nem ela imaginava ser capaz de realizar. Não se perder andando de metrô na França, enviando mensagem de texto pela Internet, caminhando por horas a fio e vendo paisagens lindas.

Fiquei feliz por ter recebido aquele e-mail pelo significado que ele continha. Lá estava a minha tia realizando uma série de coisas que ela normalmente não realiza no dia-a-dia, uma série de coisas que mesmo em viagem ela não faz e me pede que faça, uma série de coisas que ela nem pensaria em fazer se estivesse aqui!

Foi exatamente isso que me deixou de queixo caido e é claro que um e-mail assim merece uma resposta. Resposta essa que eu envie tão logo terminei de ler, nela eu ressaltava tantas outras vitórias que ela nem tinha percebido, ainda abismada pelo fato de não ter se perdido no metrô de Paris!

domingo, 24 de abril de 2011

É impressionante!

Vendo o Fantástico eu quase repito o bordão do Tadeu: "Inacreditável Futebol Clube!". Mesmo que o inacreditável não se relacione obrigatoriamente com futebol.

O motivo de minha incredulidade é com falta de freio do consumismo no mundo capitalista moderno. Pelo amor de Deus mas hoje é domingo de Páscoa, esperava que as propagandas, com intuitos apenas consumistas fossem apenas sobre esse feriado (que esse ano foi maior por ter juntado com o de Tiradentes).

Mas para minha absoluta surpresa e incredulidade, no primeiro intervalo não é que passaram 4 comerciais e desses um total de 3 já falavam de promoções e descontos do Dia das Mães!

Isso realmente me indignou, gente nem passou a Páscoa e já somos levados a gastar mais milhões de outros reais com os presentes de nossas amadas mães. É claro que eu vou comprar um lindo presente para minha amada mãe mas eu compro presentes para ela em vários dias do ano, já que sou uma consumista muito pouco controlada.

O que me choca é que nem chegamos na metade do ano e percebo com muito espanto que os modelos de carros já são os modelos 2012, não terminamos o feriado da Páscoa e já somos induzidos a comprar os presentes das nossas mães. Tenho certeza que semana que vem já seremos induzidos em bases diárias a não nos esquecermos do Dia dos Namorados e, como marido também é namorado, lá vou comprar mais um presente.

Me lembro, já com a memória um pouco obliterada pelo tempo, da época em que eu ganhava presentes em datas já sabidas e clássicas: aniversário, Páscoa, Dia das crianças e Natal. Isso se eu tivesse muita sorte e meu aniversário não fosse por coincidência domingo de Páscoa.

E justo agora que eu escrevo esse texto indignado, passa mais uma propaganda do Dia das Mães, agora de uma rede de lojas de calçados; por esse ponto de vista eu preciso então comprar móvel, celular, roupa e sapato para minha mãe! O que mais será que eu serei induzida a comprar até o dia "D"?

Mas com certeza o que eu mais me impressionou nesse feriado foi uma propaganda que fala do primeiro bairro privativo comercializado nas imediações do Distrito Federal, claro que isso me lembrou de um certo professor meu, que lá no primeiro semestre da faculdade já falava das implicações sociais de se morar em condomínio fechado.

Me lembrei também de um filme que eu citei no meu TCC, o filme em questão era GATACA e me lembro do espanto de pensar que em um dia poder-se-ia decidir o destino de uma pessoa apenas pelo seu perfil genético, no momento do nascimento, baseado nas previsões e predisposições genéticas.

É realmente abismada que eu termino esse texto e me encerro o feriado mas claro já pensando no que consumir para a próxima grande data comercial.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uma semana depois

Conforme prometido hoje eu vou contar como a minha vida virou uma correria nesses 3 anos.

Foi simples assim, um dia eu era advogada, no outro (em dezembro de 2009) eu era advogada e vice presidente de promoções de um clube de futebol profissional, alguns dias depois eu virei advogada vice presidente de promoções de um clube de futebol e empresária (em junho de 2010) chefiando a diretoria comercial e jurídica da empresa do meu namorido.

Hoje eu sou apenas advogada e construtora e, foi agora apenas, que a minha vida começou a ser uma correria diária.

Eu tenho duas casas sendo construídas e todos os dias tem uma coisa acontecendo, foi por esse motivo que no último post eu estava toda feliz pela CEEE-D resolver fazer o projeto de expansão de rede da minha obra.

Assim que eu me tornei esse borrão, é assim mesmo que eu me sinto, um borrão. Eu nunca fico tempo suficiente em um lugar para poder deixar a minha marca, eu deixo só um rastro um borrão atrás de mim!

É uma vida complicada e desde que eu entrei na construção cívil até curso de paisagismo e jardinagem eu já fiz, ainda pretendo fazer um curso de decoração de interiores.

Assim que eu sai do marasmo de 3 anos atrás! Foi assim que eu passei a me sentir uma pessoa completa, com mil atividades e sempre em movimento.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

E os anjos disseram amém!

E foi assim que a CEEE hoje apareceu na minha obra. No momento exato em que eu me encaminhava para uma reunião, com o Engenheiro Volnei para fazer o projeto de expansão de rede da ligação da minha rede de luz, lá estava o caminhão da CEEE.

Eles foram fizeram a análise, desenharam um croqui e me deram até terça feira para entregar o bendito projeto!

Nossa ... isso com certeza foi o ponto alto da minha semana!!!!!!!!!!

Eu tinha uma estimativa de custo de R$ 4.000,00 e essa notícia me livrou dessa despesa monstra!!!!!!!!!!

Sinto muito mas, hoje o alivio é tão grande, que me sinto drenada. Me sinto vazia, é como se eu não tivesse mais peso e meu corpo não sofresse os efeitos da gravidade! Isso não pode ter um preço!

Graças a todos os anjinhos que me disseram amém!!!!!!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sei que eu prometi contar as coisas que me aconteceram profissionalmente nesse tempo todo, mas hoje eu não vou conseguir. Não vou conseguir por um motivo bem simples. Estou chocada. chocada com o mundo, com as pessoas e com a "vida moderna".

Parece que todo dia uma coisa mais chocante acontece, todo modismo é aprendido remodelado e reproduzido. Assim como em Columbine, o Brasil agora também pode se "gabar" de ter um atirador que causou um massacre em um escola (tá, tudo bem, lá eram dois adolescentes e aqui apenas mais um desmiolado qualquer).

Mas as coisas se repetem em todos os sentidos sempre: as pessoas vêm as notícias e sempre comentam chocadas o que acontece e, pouco tempo depois, alguém repete o ato trucidante e atróz e todo mundo se lembra do passado e comenta por mais uma semana.

Essa coisa toda me choca sabe?! É como se as pessoas vivessem em uma dormência, uma espécie de latência idiota, até que um fato cruel e chocante se repete, desse ponto em diante todas as celebridades comentam como se fosse a última árvore do planeta caindo ou sendo queimada. Uma semana depois tudo é novamente relegado ao passado.

Hoje o Twitter me enjoou! Não tinha um famoso que não estivesse comentando o caso do atirador do Rio de Janeiro, todos comentaram como se tal fato tivesse inexoravelmente mudado o rumo das vidas deles, mas o que mais me enjoou é que nenhum deles vai deixar de ganhar dinheiro amanhã, nenhum deles vai doar o cachê do mês inteiro para uma fundação em nome das vítimas e nenhum deles vai deixar de dormir pelo fato.

Em compensação famílias foram afetadas e algumas talvez não sobrevivam depois disso. Fico eu aqui na minha insignificância tentando dimensionar, por exemplo, como eu me sentiria se eu fosse uma das mães que perdeu um filho hoje. Imagino se seria pior para uma mãe de filho único ou para uma mãe e sua numerosa prole, seria ainda pior se ela fosse divorciada e tivesse a guarda compartilhada?

E depois de todas essas conjecturas eu me dou conta que nunca saberei ou jamais serei capaz de dimensionar tal sofrimento por um simples fato: eu não sou mãe e até hoje não sinto nenhuma pressão do meu "relógio biológico" nesse sentido (nem mesmo sei se ele existe).

Esses fatos me puseram a pensar numa série de outras coisas e compartilho meus pensamentos.

Passava eu de carro, há dias atrás, por uma faculdade de Pelotas (um dos campos da UFPel, aquele que fica no Fragata, do lado do quartel sabem?!) as pessoas da minha cidade sabem de qual campus eu falo e quais cursos tem sede ali mas, digamos assim, ali fica o curso mais disputado no país, o curso dos sonhos da maioria dos vestibulandos.

Naquele lugar estão as pessoas que num futuro, não muito distante, estarão tomando as decisões mais críticas sobre cada mínimo detalhe relacionado ao nosso organismo e ao seu funcionamento perfeito.

Bom, naquele dia um fato me chamou atenção, esperava que as futuras senhoras bambambans da área da saúde fossem pessoas mais determinadas e mais independentes e, ali naquele dia, presenciei uma das cenas mais intrigantes da minha vida: saiu um grupo de 6 moças (nenhuma delas com menos de 20 anos) e todas usavam o mesmo modelo de óculos escuros, cada uma a sua maneira vestia o mesmo estilo de roupas e, mesmo tendo um rápido vislumbre do grupo, acredito ainda que 3 usavam o mesmo modelo de jeans e 4 estavam com o mesmo calçado.

Esse fato me chamou atenção pois pude perceber que a maior preocupação de todas elas, pelo visual da cena, não era com as veias artérias e outras estruturas vitais de nossos frágeis organismos e sim com a moda.

Visto que o conjunto de vestuário de todas em muito lembrava o da personagem da novela das 6 horas, todas elas tem tempo de saber o que é vanguarda e quais erros de moda não se deve cometer.

Essa foi a intriga que me surgiu: quando o mundo ficou fútil assim?

Essa é a pergunta que não se cala na minha mente!

Será que um dia uma delas vai ter voz de contrariar o senso comum no melhor intuito de salvar a minha vida (ou a de vocês leitores) ou elas vão ficar de boca calada pois não é moda discutir e ter um ponto de vista forte?

Eu não tenho mais assunto por hoje! E quem me achar errada que me corrija, adoro críticas portanto não deixem nunca de me apontar pontos de vista divergentes!

Boa noite e bons ventos!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os fatos ocorridos nesses 3 anos de ausência!

Esses 3 anos correram muito bem para mim! Sei que esse blog não foi atualizado mas aqui vão umas histórias:

Em 2008 eu tive por uns dias um namorado que não vale a pena ser comentado e contado, mas tudo bem ele entra nas estatísticas. Mas em 2008 também eu ganhei o melhor e maior presente que alguém poderia me dar. Ganhei do meu amado avô Poeta um lindo veleiro, um Cal 9.2 que tinha o nome de El Yciad.

Depois de muito pensar ele recebeu o simples nome de Vô Poeta, foi batizado em nome do meu avô que tinha dado o presente. Ressalto que o presente de Natal veio em agosto e é meu e do meu irmão.

Com esse regalo eu ganhei uma liberdade e uma paz que mais nada nem ninguém pode jamais me proporcionar. Levantar as velas e ouvir apenas o barulho dos ventos nas velas e o da água passando pelo casco é uma experiência indescritível.

Aquele convés, lá naquele amado veleiro, é uma mansidão e um refúgio maravilhoso; um local onde nada me abala e onde eu posso o que eu quiser. A faina do convés é um trabalho árduo e gratificante, onde se pode vencer a fúria dos ventos e onde os elementos naturais acabam te impulsionando sempre na direção que desejares.

É impressionante como um pequeno ajuste nas velas nos leva para todos os lados, diz o meu irmão que aquilo é uma casa com o maior pátio que se pode comprar. Quando se pensa por esse lado, se percebe que o mundo inteiro passar a ser o quintal da nossa casa, todos os locais de exuberante beleza natural estão sempre há algumas milhas de distância e se pode ver o mundo apenas com os ventos soprando.

Eu passei por uma grande transformação em 2008 e toda essa transformação se deu quando passei a ser mais uma velejadora no mundo. Descobri meus limites físicos e os superei, deixei de lado alguns preconceitos sociais, incuti em algumas pessoas um novo olhar sobre as potencialidades femininas e tive a felicidade extrema de descobrir um lugar no onde me sinto apta a vencer qualquer desafio.

Já 2009 me trouxe uma surpresa maravilhosa: o meu amado namorido. Foi uma surpresa completa e eu passo a explicar.

Eu conhecia o Fábio (esse é o nome do meu amado) desde 1988, nos conhecemos no primeiro dia de aula na primeira série, no Colégio São José. Fomos colegas de aula por 5 anos e depois ele mudou de colégio e eu segui no São José.

Desde essa mudança não tínhamos mais nos visto e com muita surpresa eu reencontrei o Fábio em 2009. As circunstâncias são as mais inusitadas da vida moderna, nos achamos através do Orkut.

Dai para frente a amizade cresceu e virou namoro, que evoluiu e virou morar juntos e é assim que a minha vida emocional se mantém até hoje.

Nos próximos posts conto como a minha vida profissional mudou nesse tempo todo!

Bons ventos a todos navegadores cibernéticos que estejam lendo esse post!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Depois de pouco mais que 3 anos!!!!

Quando eu comecei esse blog, lá em 2007, eu comecei pelos motivos errados. Vejo isso agora pois eu tinha parado de atualizar os assuntos e fazendo uma auto análise eu percebi que tudo foi pelos motivos errados.

Eu deveria escrever aqui para mim, para realizar o meu ego e me deixar completamente realizada por ser uma Poeta que escreve; minha intenção era que o blog servisse de uma espécie de terapeuta moderno, quase como se eu escrevendo aqui pudesse expurgar meus demônios e minhas angustias, me livrando da culpa inerente que viver implica.

Só que lendo o blog, ao longo desses pouco mais de 3 anos, que abandonei percebi o que eu tinha feito de errado e sendo assim a auto análise continua valendo.

Eu comecei o blog para me livrar da ansiedade causada por uma paixonite mal resolvida e tudo que fiz foi mascarar a ansiedade dando novo nome e tratando-a da mesma forma compulsiva que eu sempre tratei minhas outras muletas (no meu caso as minha muletas são 2 horríveis hábitos: comer até explodir e fumar até ficar nauseada).

Claro que não deu certo e quando eu voltei aos meus antigos hábitos a nova muleta foi esquecida ... aos poucos a nova paixonite também acabou voltando ao fundo do poço de onde ela nunca deveria ter surgido.

Hoje, na flor dos 30 anos (infelizmente), no apogeu da maturidade recém adquirida eu percebo meus erros e já me sinto capaz de remediá-los. Como primeiro remédio aqui vai o renascimento do blog.

Como segunda droga aqui vai mais uma resolução: um bom regime, sem me enganar enganando os outros. Não farei mais a pior das sacanagens que eu sempre fiz: comer escondido as guloseimas proibidas logo depois de me pesar e ai passar o resto da semana me controlando e assim burlar a próxima pesagem.

O terceiro remédio é esse mesmo que eu agora exercito: usarei, sabiamente, esse espaço para expurgar meus demônios (ao invés de comer e fumar todos eles).

Contudo, nessa nova fase do blog cabem algumas novidades e atualizações, uma vez que 3 anos e pouco tem que serem compensados: agora eu sou uma mulher "casada", ainda sou advogada só que agora também sou empreiteira e como eu já disse antes infelizmente sou uma balzaquiana.

Como a vida prossegue seu curso, prossegue também esse blog o seu curso. Eu prossigo na minha sanidade insana de sempre.

Até próxima para aqueles que um dia venham a me ler!